2010/06/16






É um cântico à amizade e à camaradagem e mostra-nos como se constrói um laço de amor.Como explica a raposa, a amizade consiste no paciente processo de aprendizagem progressiva e na descoberta recíproca da confiança que acontece quando dois seres são «cativados» um pelo outro.Deixar um “pedaço de mim” sem mencionar este livro que me acompanhou ao longo de toda a minha vida, e me fez crescer como ser humano, não seria efectivamente dar-vos um pouco de mim.E, como pretendemos que o elo que nos liga, aqui no “Pedaços de Nós”, seja a amizade…Transcrevo o episódio da raposa, excerto que nos fala do verdadeiro significado desta palavra.“-Quem és tu? - Perguntou a principezinho - És bem linda…- Sou uma raposa - disse a raposa.-Vem brincar comigo - disse o principezinho - Estou tão triste…-Não posso brincar contigo - disse a raposa - Ainda ninguém me cativou.…- O que quer dizer «cativar»?…- É uma coisa muito esquecida - disse a raposa - Significa «criar laços…».- Criar laços?- Isso mesmo - disse a raposa - Para mim não passas ainda de um rapazinho muito parecido com cem mil rapazinhos. E não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Para ti sou apenas uma raposa semelhante a cem mil raposas. Mas, se me cativares, teremos necessidade um do outro. Para mim serás único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…- Começo a compreender - disse o principezinho - Há uma flor… creio que ela me cativou…… se me cativares a minha vida ficará como que iluminada pelo sol. Conhecerei um ruído de passos que será diferente de todos os outros. Os outros passos fazem-me meter debaixo da terra. Os teus, chamar-me-ão para fora da toca como uma música. E além disso, olha! Vês, além, os campos de trigo? Não me alimento de pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me dizem nada. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado! O trigo, que é dourado, far-me-á lembrar de ti. E amarei o som do vento no trigo…- Só se conhecem as coisas que se cativam - disse a raposa - Os homens já não têm tempo para conhecer o que quer que seja… Se queres ter um amigo, cativa-me!- O que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.- É necessário ser paciente - respondeu a raposa. Sentas-te primeiro um pouco longe de mim, assim, na erva. Eu olhar-te-ei pelo canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é fonte de mal-entendidos…Foi assim que o principezinho cativou a raposa. E quando chegou a hora da partida:- Ah! - disse a raposa… Vou chorar.- A culpa é tua - disse o principezinho, eu não queria que te acontecesse nada de mal, mas quiseste que te cativasse…- É certo - disse a raposa.- Mas vais chorar! - disse o principezinho.- Vou - disse a raposa.- Então não ganhas nada com isso!- Ganho - disse a raposa É um cântico à amizade e à camaradagem e mostra-nos como se constrói um laço de amor.Como explica a raposa, a amizade consiste no paciente processo de aprendizagem progressiva e na descoberta recíproca da confiança que acontece quando dois seres são «cativados» um pelo outro.Deixar um “pedaço de mim” sem mencionar este livro que me acompanhou ao longo de toda a minha vida, e me fez crescer como ser humano, não seria efectivamente dar-vos um pouco de mim.E, como pretendemos que o elo que nos liga, aqui no “Pedaços de Nós”, seja a amizade…Transcrevo o episódio da raposa, excerto que nos fala do verdadeiro significado desta palavra.“-Quem és tu? - Perguntou a principezinho - És bem linda…- Sou uma raposa - disse a raposa.-Vem brincar comigo - disse o principezinho - Estou tão triste…-Não posso brincar contigo - disse a raposa - Ainda ninguém me cativou.…- O que quer dizer «cativar»?…- É uma coisa muito esquecida - disse a raposa - Significa «criar laços…».- Criar laços?- Isso mesmo - disse a raposa - Para mim não passas ainda de um rapazinho muito parecido com cem mil rapazinhos. E não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Para ti sou apenas uma raposa semelhante a cem mil raposas. Mas, se me cativares, teremos necessidade um do outro. Para mim serás único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…- Começo a compreender - disse o principezinho - Há uma flor… creio que ela me cativou…… se me cativares a minha vida ficará como que iluminada pelo sol. Conhecerei um ruído de passos que será diferente de todos os outros. Os outros passos fazem-me meter debaixo da terra. Os teus, chamar-me-ão para fora da toca como uma música. E além disso, olha! Vês, além, os campos de trigo? Não me alimento de pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me dizem nada. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado! O trigo, que é dourado, far-me-á lembrar de ti. E amarei o som do vento no trigo…- Só se conhecem as coisas que se cativam - disse a raposa - Os homens já não têm tempo para conhecer o que quer que seja… Se queres ter um amigo, cativa-me!- O que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.- É necessário ser paciente - respondeu a raposa. Sentas-te primeiro um pouco longe de mim, assim, na erva. Eu olhar-te-ei pelo canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é fonte de mal-entendidos…Foi assim que o principezinho cativou a raposa. E quando chegou a hora da partida:- Ah! - disse a raposa… Vou chorar.- A culpa é tua - disse o principezinho, eu não queria que te acontecesse nada de mal, mas quiseste que te cativasse…- É certo - disse a raposa.- Mas vais chorar! - disse o principezinho.- Vou - disse a raposa.- Então não ganhas nada com isso!- Ganho - disse a raposa - por causa da cor do trigo.Depois acrescentou:- Vais olhar outra vez as rosas. Compreenderás que a tua é única no mundo. Voltarás para me dizer adeus e eu faço-te presente de um segredo.O principezinho foi ver outra vez as rosas.- Não são de modo nenhum parecidas com a minha rosa, ainda não são nada, disse-lhes ele. Ninguém vos cativou e vocês não cativaram ninguém. São como era a minha raposa. Era uma raposa parecida com cem mil outras. Mas fiz dela minha amiga e agora ela é única no mundo.E voltou para junto da raposa:- Adeus, disse…- Adeus - disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se pode ver bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho de modo a poder recordar-se.- É o tempo que perdeste com a tua rosa que torna a tua rosa tão importante.Os homens esqueceram esta verdade - disse a raposa - Mas tu não deves esquecer-te. Tornaste-te para sempre responsável por aquilo que cativaste. Tu és responsável pela tua rosa…- Sou o responsável pela minha rosa… - repetiu o principezinho, para se recordar.” - por causa da cor do trigo.Depois acrescentou:- Vais olhar outra vez as rosas. Compreenderás que a tua é única no mundo. Voltarás para me dizer adeus e eu faço-te presente de um segredo.O principezinho foi ver outra vez as rosas.- Não são de modo nenhum parecidas com a minha rosa, ainda não são nada, disse-lhes ele. Ninguém vos cativou e vocês não cativaram ninguém. São como era a minha raposa. Era uma raposa parecida com cem mil outras. Mas fiz dela minha amiga e agora ela é única no mundo.E voltou para junto da raposa:- Adeus, disse…- Adeus - disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se pode ver bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho de modo a poder recordar-se.- É o tempo que perdeste com a tua rosa que torna a tua rosa tão importante.Os homens esqueceram esta verdade - disse a raposa - Mas tu não deves esquecer-te. Tornaste-te para sempre responsável por aquilo que cativaste. Tu és responsável pela tua rosa…- Sou o responsável pela minha rosa… - repetiu o principezinho, para se recordar.”

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