(pura verdade, forte, toca bem fundo)
O NÓ DO AMOR
Numa reunião de pais numa escola da periferia, a directora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos e pedia-lhes que se fizessem presentes o máximo de tempo possível... Considerava que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempo para se dedicar e entender as crianças. Mas a directora ficou muito surpreendida quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque quando ele saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava dormindo... Quando voltava do trabalho já era muito tarde e o garoto já não estava acordado. Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles. A directora emocionou-se com aquela singela história e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola. O facto faz-nos reflectir sobre as muitas maneiras das pessoas se fazerem presentes, de se comunicarem com os outros. Aquele pai encontrou a sua, que era simples mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afectivo, o que o pai estava lhe dizendo. Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou desculpas vazias. É válido que nos preocupemos com as pessoas, mas é importante que elas saibam, que elas sintam isso. Para que haja a comunicação é preciso que as pessoas "ouçam" a Linguagem do nosso coração, pois, em matéria de afecto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras. É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afecto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro. As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas SABEM registar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó num lençol...
2010/01/26
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que história tão bonita...bjs
ResponderEliminarMarisa
De facto... andamos nós preocupados e a pensar como compensar, ir ao teatro, ao jardim, 1001 coisas quando afinal é tão simples, um gesto, um carinho, um beijo. Nada, não custa nada! Vamos lá parar de complicar! Eles só querem q estejamos lá, porquê complicar td?
ResponderEliminarAdorei o texto e vou tentar lembrar-me e aplicá-lo!
Beijinhos
Muito bonito, muito profundo…faz-nos realmente questionar sobre as atitudes que tomamos no dia a dia….
ResponderEliminarAdorei o texto ;O)
Beijinhos grandes Sû
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarChorei ao ler esta história, mas é lindo ver como o AMOR pode ser transmitido de tantas e variadas formas. Esta história faz-nos reflectir...por vezes achamos que os nossos filhos só precisam que tenhamos mais tempo para eles, quando na verdade, eles só precisam que lhes mostremos o quanto os amamos….e isso pode ser mostrado de tantas formas, como esta que o texto fala...
ResponderEliminarPaula